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Pejotização depois da Reforma Tributária: você está contratando PJ do jeito certo?

9 de jul.
3 min de leitura


Sabe aquela decisão que você tomou lá atrás  contratar como PJ para "economizar"  e que hoje te deixa com um pé atrás toda vez que alguém fala em fiscalização trabalhista? Você não está sozinho.


E, com a Reforma Tributária avançando, essa dúvida ficou ainda mais importante de resolver.


Porque uma coisa mudou de verdade: contratar PJ deixou de ser só uma questão de "corte de custo". Virou uma questão de ESTRATÉGIA e de SEGURANÇA JURÍDICA.


O que mudou com a reforma


Com o novo sistema de IBS e CBS entrando em vigor, os serviços contratados de outras empresas (os famosos PJs) passaram a poder gerar CRÉDITO TRIBUTÁRIO para quem contrata. Folha de pagamento via CLT não entra nessa conta.


Na prática: mesmo que o custo bruto de contratar um PJ e um CLT pareça parecido no papel, o custo líquido pode sair menor no modelo PJ  porque parte do que você paga volta em forma de crédito.


Ao mesmo tempo, o STF tem decidido casos que aumentam o risco de quem contrata PJ sem estrutura. Ou seja: o mesmo movimento que torna a pejotização mais vantajosa do ponto de vista tributário também torna mais arriscado fazer isso de qualquer jeito.

É JUSTAMENTE nesse ponto que a maioria das empresas erra.


Contabilidade não é só "emitir guia"


Aqui na DUES, a gente vê isso o tempo todo: empresário que trata a contabilidade como departamento de boletos. Manda nota, recebe guia, paga imposto. Fim.


Só que a Reforma Tributária vai ter um IMPACTO PROFUNDO na forma de gerir a empresa  não só na forma de calcular imposto. E é aí que entra a diferença entre uma contabilidade que só executa e uma CONTABILIDADE ESTRATÉGICA, que ajuda você a decidir.


A pergunta não pode ser mais "quanto eu pago de imposto contratando PJ?". A pergunta certa é: "esse PJ está estruturado de um jeito que me protege, ou está me expondo?"


Onde a DUES atua  e muita gente não


Existe uma etapa que quase ninguém faz direito: o COMPLIANCE DE PRESTADORES.

Não é conferir se o CNPJ existe. É analisar CASO A CASO: como esse prestador atua, se há subordinação disfarçada, se o contrato reflete a realidade da prestação, se a documentação sustenta a relação numa eventual fiscalização.


Tivemos aqui na DUES um cliente que contratava mais de vinte prestadores PJ do mesmo jeito  contrato genérico, sem distinção de função, sem critério. Quando olhamos caso a caso, identificamos que pelo menos um terço dessas contratações tinha características de vínculo empregatício disfarçado. Risco real de passivo trabalhista, silencioso, acumulando mês a mês.


Reestruturamos contrato por contrato. Resultado: a empresa manteve o modelo PJ onde fazia sentido, migrou parte para CLT onde o risco era alto demais, e ainda aproveitou os créditos tributários que a reforma passou a permitir. Redução de custo E segurança jurídica andando juntas  não uma às custas da outra.


Isso é o que buscamos em cada caso: não é só reduzir custo.

É reduzir RISCO.


O que fazer agora, na prática


Se você contrata PJ hoje ou está pensando em contratar vale parar e revisar três coisas:


1. Mapeie cada contratação PJ individualmente. Não trate "os PJs" como um bloco só. Cada função, cada rotina de trabalho, cada nível de subordinação é um caso diferente.


2. Revise os contratos à luz da nova regra de créditos. Contratos mal desenhados podem estar deixando dinheiro na mesa ou pior, criando exposição desnecessária.


3. Não espere a fiscalização para descobrir o problema. Compliance de prestadores é trabalho preventivo. Quando o problema aparece de fora para dentro, já é passivo.


A Reforma Tributária está mudando as regras do jogo. Quem tratar isso como oportunidade de repensar a gestão sai na frente. Quem tratar como só mais uma obrigação a cumprir, vai continuar reagindo e pagando a conta depois.

 
 
 

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